WordPress faz sentido quando o site é editorial, os plugins são poucos e alguém cuida das atualizações toda semana. Site sob medida faz sentido quando velocidade, marca e conversão pesam mais que a autonomia de editar tudo sozinho. Os dados de 2026 mostram que o risco do WordPress está nos plugins, não no núcleo.
O WordPress é inseguro?
O núcleo do WordPress, não. O relatório da Patchstack de 25 de fevereiro de 2026 contou 11.334 vulnerabilidades novas no ecossistema em 2025, 42% a mais que em 2024. Dessas, 91% estavam em plugins, 9% em temas e apenas 6 no próprio WordPress.
O problema é o tempo. No mesmo relatório, 46% das falhas ainda não tinham correção quando foram divulgadas, e a mediana entre a divulgação e a exploração em massa foi de 5 horas nas falhas mais visadas. Um site com vinte plugins tem vinte fornecedores diferentes, cada um com o próprio ritmo de correção.
Isso não condena a plataforma. Condena o site montado com plugin para tudo e sem ninguém de plantão para atualizar.
O WordPress é lento?
Na média, é o que menos passa nos Core Web Vitals entre as grandes plataformas. O capítulo de CMS do Web Almanac 2025, publicado em janeiro de 2026, mostra que 45% dos sites WordPress passam nos Core Web Vitals no celular, contra 74% no Wix e 85% no Duda.
Para comparar, o capítulo de performance do mesmo Almanac aponta que 48% de todos os sites passam no celular. O WordPress fica abaixo da média da web inteira.
A média esconde muita coisa. Um WordPress enxuto, com tema leve e poucos scripts, pode ser rápido. O que puxa o número para baixo é o conjunto típico: tema pesado, construtor visual, plugins que carregam CSS e JavaScript em todas as páginas. O que é Core Web Vitals e por que pesa está em Core Web Vitals em 2026.
91%
das falhas novas de 2025 no ecossistema WordPress estavam em plugins
Patchstack, fev/2026
5 h
mediana até a exploração em massa nas falhas mais visadas
Patchstack, fev/2026
45%
dos sites WordPress passam nos Core Web Vitals no celular
Web Almanac, jan/2026
40,1%
de todos os sites da web usam WordPress
W3Techs, out/2026
E o Elementor, vale a pena?
O construtor visual é o motivo de muita gente escolher WordPress. Segundo o Web Almanac 2025, cerca de 60% dos sites WordPress usam um construtor, e o Elementor é o mais comum, embora a participação dele tenha caído de cerca de 56% para 43% entre 2024 e 2025.
O construtor resolve a autonomia: quem não programa arrasta blocos e publica. O preço é estrutural. Cada bloco vira camadas de marcação e estilo que o navegador precisa ler, e cada complemento do construtor é mais um plugin para atualizar. O Almanac não mede a velocidade por construtor, então não há número honesto para dizer quanto ele pesa. Dá para medir no seu site: rode o PageSpeed Insights na página principal e veja quanto JavaScript não usado aparece.
Template ou site do zero?
Template é ponto de partida, não projeto. Ele resolve layout e tipografia básicos, mas traz junto o que o autor imaginou para mil clientes: seções que você esconde, scripts que você não usa, uma identidade que outros sites também têm.
Site do zero é desenhado para uma oferta e um público. Na Brave Cross, isso significa design e código sob medida em Next.js, React e TypeScript, com arquitetura de conversão e design system próprios. Código sob medida também tem dependências e também precisa de atualização. A diferença é que cada biblioteca entra porque o projeto pediu, e quem escreveu sabe por que ela está ali.
O ponto de virada costuma ser este: quando você começa a brigar com o template para ele parecer seu, o template já ficou mais caro que o projeto.
Quando cada opção faz sentido
| Situação | WordPress com construtor | WordPress enxuto (tema leve, poucos plugins) | Site sob medida (Next.js) |
|---|---|---|---|
| Blog com publicação diária e vários autores | Funciona, com custo de manutenção | Melhor escolha | Funciona com CMS integrado |
| Site institucional que precisa converter | Difícil passar nos Core Web Vitals | Possível, com disciplina | Melhor escolha |
| Animação, 3D, narrativa por scroll | Limitado ao que o construtor oferece | Exige desenvolvedor | Sem teto técnico |
| Equipe sem ninguém técnico | Autonomia alta, risco alto | Precisa de suporte contratado | Precisa de estúdio ou desenvolvedor |
| Superfície de ataque | Núcleo + tema + construtor + plugins | Núcleo + poucos plugins | Só as bibliotecas do projeto |
| Quem atualiza | Você ou o suporte, toda semana | Você ou o suporte | Quem mantém o código |
Fontes: Patchstack, relatório de 25/02/2026, e Web Almanac 2025, capítulo de CMS, de 15/01/2026. A tabela é um critério de decisão da Brave Cross, não uma medição.
Quanto custa cada caminho?
O WordPress em si é gratuito e roda em 40,1% de todos os sites e em 58,6% dos que têm CMS identificado, segundo a W3Techs em outubro de 2026. O custo aparece depois: hospedagem, licenças de tema e plugins pagos, renovação anual e as horas de quem atualiza. A conta mensal completa está em quanto custa manter um site.
No sob medida, o custo é concentrado no projeto. Os sites da Brave Cross ficam entre R$ 4 mil e R$ 20 mil; acima disso, sob consulta. O que muda dentro dessa faixa está em quanto custa um site profissional. Se a dúvida é entre plataformas de editor visual, o comparativo de Wix, Framer, Webflow ou site sob medida faz a conta de três anos.
Liste os plugins
Anote cada função que o site precisa e quantos plugins ela exigiria no WordPress
Meça o site atual
Rode o PageSpeed Insights no celular e anote se passa nos Core Web Vitals
Defina quem atualiza
Nome e frequência; se ninguém, o risco é seu
Some três anos
Hospedagem, licenças, renovações e horas de manutenção contra o projeto sob medida
Perguntas frequentes
WordPress ainda é seguro em 2026?
O núcleo, sim: o relatório da Patchstack de fevereiro de 2026 encontrou só 6 falhas no WordPress em si, contra 91% das 11.334 falhas novas de 2025 em plugins. A segurança depende de quantos plugins o site usa e de quem os atualiza. Com quase metade das falhas divulgada sem correção, atualização semanal deixou de ser opcional.
Por que meu site em WordPress é lento?
Na maioria dos casos, pelo conjunto de tema pesado, construtor visual e plugins que carregam arquivos em todas as páginas. O Web Almanac 2025, de janeiro de 2026, mostra que só 45% dos sites WordPress passam nos Core Web Vitals no celular. Meça no PageSpeed Insights e corte o que não usa antes de pensar em refazer.
Elementor deixa o site pesado?
Ele acrescenta camadas de marcação, estilo e scripts, e cada complemento é mais um plugin para manter. Não há dado público que meça o peso por construtor: o Web Almanac 2025 compara plataformas, não construtores. A forma honesta de saber é medir o seu site, com e sem os complementos que você não usa.
Vale a pena migrar do WordPress para um site sob medida?
Vale quando o site precisa converter, não passa nos Core Web Vitals e a manutenção dos plugins virou rotina de apagar incêndio. Não vale quando o site é sobretudo um blog com muitos autores e funciona bem. Veja os sinais de que o site precisa de redesign e siga o roteiro de migração de site sem perder SEO.
Site sob medida é mais caro que WordPress?
No começo, quase sempre. Os projetos da Brave Cross ficam entre R$ 4 mil e R$ 20 mil, enquanto o WordPress é gratuito. A comparação justa soma três anos: hospedagem, licenças pagas, renovações e horas de atualização de um lado; projeto, hospedagem e manutenção do outro. Muitas vezes a diferença encolhe.
O próximo passo: decidir quem cuida do código
WordPress não é vilão e sob medida não é luxo. A pergunta que decide é quem mantém o site no dia seguinte à entrega, e quantas peças de terceiros ele vai carregar. Cada peça que entra no site é uma promessa de manutenção, ideia que desenvolvemos em o que não usamos, não vendemos.
Se o seu site precisa converter e você quer código próprio, desenhado para a sua oferta, a Brave Cross trabalha com design e código sob medida, com mais de 7 anos e mais de 200 projetos. Conte o que o seu site precisa fazer e receba uma proposta.