Seu site precisa de redesign quando falha em critérios medíveis: lento no celular, conversão caindo, marca que mudou, conteúdo que ninguém consegue atualizar, segurança ou acessibilidade em falta. Gosto pessoal, tédio e falta de tráfego não são motivos. Abaixo, os sete sinais, como medir cada um e o que testar antes de refazer.
Como saber se o site precisa de redesign?
Redesign não é pintura nova: mexe em arquitetura de informação, código e, muitas vezes, na oferta. A decisão precisa de critério, não de impressão.
Na Brave Cross, cada sinal tem um número ou um teste de sim ou não. Com três ou mais sinais juntos, remendar costuma sair mais caro do que refazer. Com um só, quase sempre há conserto pontual.
Quais são os 7 sinais?
Faça o teste em uma tarde, com o site aberto no celular e no computador.
Velocidade reprovada
Rode a página principal no PageSpeed Insights e veja se LCP, INP e CLS passam no percentil 75 dos dados de campo.
Celular de segunda classe
Abra o site no seu telefone e tente achar preço, serviço e contato com um polegar, sem dar zoom.
Conversão caindo
Compare contatos ou vendas por visita nos últimos 6 meses com o mesmo período do ano anterior.
Marca que mudou
Ponha a home ao lado da sua apresentação comercial atual e veja se parecem da mesma empresa.
Conteúdo travado
Cronometre quanto tempo leva para trocar um texto ou publicar uma página sem chamar ninguém.
Segurança em dúvida
Confira se todas as páginas abrem em HTTPS e se o painel, os plugins e o servidor recebem atualização.
Acessibilidade ignorada
Navegue só com o teclado, cheque o contraste e o texto alternativo das imagens principais.
1. Velocidade reprovada. O Google considera bom um LCP de até 2,5 s, um INP de até 200 ms e um CLS de até 0,1, medidos no percentil 75 das visitas (web.dev, outubro de 2024). Se a falha vem da base (tema pesado, construtor engessado, plugins demais), é sinal estrutural. Explicamos cada métrica em Core Web Vitals em 2026.
2. Celular de segunda classe. Na PNAD Contínua TIC 2025, o celular foi o equipamento usado por 98,7% das pessoas que acessaram a internet, contra 33,4% do microcomputador (IBGE, informativo publicado em 2026). Site desenhado para a tela grande e só encolhido para o telefone serve à minoria.
3. Conversão caindo. Tráfego estável com menos contatos indica que a página parou de convencer: promessa confusa, prova fraca, botão escondido. O diagnóstico completo do funil está em Por que seu site não gera leads.
4. Marca que mudou. Se a empresa subiu de faixa de preço, trocou de público ou ganhou um produto novo, o site antigo vende a empresa antiga.
5. Conteúdo travado. Quando trocar um preço exige um programador, o site envelhece por omissão. Página com informação vencida e link quebrado é, como escrevemos em Um link morto é uma promessa quebrada, uma promessa que a empresa deixou de cumprir.
6. Segurança em dúvida. A documentação do Google sobre experiência de página lista a conexão HTTPS entre os pontos que o site deve atender, ao lado de boa exibição no celular e ausência de intersticiais invasivos (Google Search Central, setembro de 2026).
7. Acessibilidade ignorada. Em 10 de junho de 2026, o MPF pediu à Justiça que a União regulamente em 60 dias o art. 63 da Lei 13.146/2015, que exige sites acessíveis de empresas e órgãos públicos; a ação cita auditoria em que 88,5% dos sites de 366 órgãos federais foram classificados como ruins (MPF, junho de 2026). A referência técnica internacional é a WCAG 2.2 da W3C, versão de dezembro de 2024. O detalhe está em Acessibilidade digital e a NBR 17225. Este artigo não substitui orientação de advogado.
Como medir cada sinal e o que fazer antes de refazer?
| Sinal | Como medir | O que fazer antes de refazer |
|---|---|---|
| Velocidade reprovada | PageSpeed Insights, dados de campo (28 dias) | Comprimir imagens, adiar scripts de terceiros, remover plugins parados |
| Celular de segunda classe | Teste com o polegar no próprio telefone | Corrigir menu, tamanho de botão e ordem dos blocos no celular |
| Conversão caindo | Contatos por visita, 6 meses contra o ano anterior | Testar formulário e WhatsApp, reescrever a promessa da primeira dobra |
| Marca que mudou | Home ao lado da apresentação comercial | Trocar fotos, textos e paleta se a estrutura ainda serve |
| Conteúdo travado | Tempo para editar uma página sozinho | Ligar um painel de conteúdo ao site atual, se a base permitir |
| Segurança em dúvida | HTTPS em todas as páginas, data da última atualização | Atualizar painel e plugins, instalar certificado |
| Acessibilidade ignorada | Navegação por teclado, contraste, texto alternativo | Corrigir contraste, rótulos de formulário e foco visível |
Fontes: PageSpeed Insights, outubro de 2024; web.dev, outubro de 2024; Google Search Central, setembro de 2026. Coluna de ações: prática da Brave Cross.
Se a terceira coluna resolve, você economizou um projeto. Se cada conserto esbarra na base, chegou a hora do redesign.
Em quais 3 situações o redesign é desperdício?
1. O problema é tráfego, não site. Se quase ninguém chega, um site novo continua vazio. Redesign não cria demanda: resolva primeiro busca, anúncio e indicação.
2. Você só cansou de olhar. O dono vê o site todo dia; o cliente vê uma vez. Se a conversão está estável e os números da tabela passam, o tédio do dono não é argumento comercial. Ajuste uma seção, teste, meça.
3. Uma página falha, o resto funciona. Se o problema é uma landing page ou um formulário, refazer tudo dilui verba e prazo. Conserte a página que vaza e preserve o que já ranqueia no Google.
Perguntas frequentes
Quando reformular o site da empresa?
Quando três ou mais dos sete sinais aparecem juntos: Core Web Vitals reprovados no PageSpeed Insights, experiência ruim no celular, conversão em queda, marca desatualizada, conteúdo que ninguém consegue editar, falhas de segurança e de acessibilidade. Com um sinal só, o conserto pontual costuma ser mais barato e mais rápido do que um projeto novo.
Redesign de site prejudica o SEO?
Pode prejudicar se as URLs mudarem sem redirecionamento 301, se páginas que trazem visitas forem apagadas ou se o novo código atrasar o carregamento. Feito com mapa de URLs, redirecionamentos e medição de Core Web Vitals antes e depois, o redesign tende a preservar posições e pode melhorar a experiência de página que o Google avalia.
Quanto custa refazer o site do zero?
Depende do escopo: número de páginas, conteúdo novo, integrações, animação e 3D. Os projetos de site da Brave Cross ficam entre R$ 4 mil e R$ 20 mil, e acima disso é sob consulta. A comparação completa por faixa de entrega está no guia quanto custa um site profissional.
Como saber se meu site está desatualizado?
Abra no celular e tente achar preço e contato com uma mão. Rode o PageSpeed Insights e veja se LCP, INP e CLS passam. Confira o HTTPS em todas as páginas e se textos, preços e fotos refletem a empresa atual. Se você hesita em mandar o link a um cliente grande, o site já respondeu.
Redesign ou só atualização de conteúdo?
Se a estrutura funciona, o site é rápido no celular e o problema é texto velho, atualize o conteúdo. Redesign se justifica quando a base impede o conserto: tema que não deixa editar, construtor que não exporta, código que ninguém mantém, ou uma marca que mudou de posicionamento e precisa de outra arquitetura de página.
Faça o diagnóstico antes do orçamento
O redesign certo começa com medição, não com referência bonita. Rode os sete testes e separe conserto de obra. Leve o resultado para o briefing de site: ele transforma o diagnóstico em escopo e evita orçamento no chute.
O serviço de Website & Design da Brave Cross está descrito em /solucoes. Se quiser que a gente olhe os números do seu site com você, conte o que está acontecendo pela página de contato.
