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Site para arquitetos: portfólio que vende projeto, não só foto bonita

Foto bonita mostra a obra pronta. O site que vende projeto mostra o problema, o processo e quem assina, com o que a Lei 12.378 e o Código de Ética do CAU pedem.

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Um site de arquitetura vende quando explica o projeto: qual era o problema, o que foi decidido e por quê, quem assina e como contratar. A foto da obra pronta prova que o escritório entrega; o raciocínio por trás dela é o que convence quem nunca contratou um arquiteto.

Por que foto bonita não basta?

Porque o concorrente do arquiteto raramente é outro arquiteto. Na pesquisa CAU/BR e Datafolha sobre como o brasileiro constrói, feita em junho de 2015, 54% dos entrevistados já tinham reformado ou construído, e menos de 15% deles usaram arquiteto ou engenheiro. O dado tem mais de dez anos, mas descreve bem a disputa: o site compete com o mestre de obras e com o "a gente resolve sem projeto".

A etapa qualitativa da mesma pesquisa, com grupos de discussão feitos em agosto de 2015, aponta o motivo. Os participantes achavam que o projeto custava de 20% a 40% do valor da obra; quando ouviam que fica em torno de 10%, consideravam justo. E a indicação de amigos e parentes era o principal caminho até o arquiteto.

Isso muda o que o site precisa fazer. Uma galeria de fotos convence quem já decidiu contratar. Para quem ainda duvida, o site precisa mostrar o que o projeto resolveu, quanto tempo levou e como funciona a contratação. E, para quem chegou por indicação, precisa confirmar em segundos que a recomendação faz sentido.

O que a lei e o CAU exigem no site?

A Lei 12.378/2010, no art. 14, manda o arquiteto ou a sociedade indicar, em documentos, peças publicitárias e qualquer elemento de comunicação dirigido ao público, três dados: o nome do autor e do executante (pode ser nome fantasia), o número do registro no CAU e a atividade a ser desenvolvida. O art. 18, VIII, trata como infração disciplinar deixar de informar esses dados.

O Código de Ética e Disciplina do CAU (Resolução CAU/BR 52/2013) acrescenta três regras que pesam no portfólio. A 3.2.8 pede veracidade ao divulgar o trabalho. A 3.2.9 impede assumir a autoria de trabalho que não foi realizado. E a 5.2.12 manda reconhecer e registrar coautoria e outras participações em cada projeto.

No site, isso vira ficha técnica. Cada projeto publicado traz autores, coautores, colaboradores, registro no CAU e o que o escritório fez (projeto, interiores, acompanhamento de obra). Render de concurso perdido ou projeto feito em outro escritório precisa estar identificado como tal.

Portfólio de template ou site projetado?

PontoO que a lei e o CAU pedemO que o template de portfólio fazO que o site projetado para arquitetura faz
IdentificaçãoNome, registro no CAU e atividade em toda peça (Lei 12.378, art. 14)Logo e Instagram, registro esquecidoNome e registro no rodapé e em cada ficha de projeto
AutoriaRegistrar coautoria e outras participações (Res. 52, 5.2.12)Só o nome do escritórioFicha técnica com autores, coautores e equipe
VeracidadeInformações verdadeiras ao divulgar (Res. 52, 3.2.8)Render e obra pronta misturadosRender, projeto e obra construída rotulados
Página do projetoSem exigência de formatoGaleria de fotos em sequênciaProblema, decisões, processo, resultado e ficha
ContrataçãoSem exigência de formatoFormulário genéricoEtapas, prazos médios e contato com o tipo de projeto já indicado

Fontes: Lei 12.378/2010 (planalto.gov.br) e Resolução CAU/BR 52/2013 (transparencia.caubr.gov.br), consultadas em outubro de 2026.

Como montar a página de um projeto?

A página de projeto é a que decide. Uma estrutura que funciona, como recomendação: uma frase com o problema do cliente; o programa e as restrições (terreno, orçamento, prazo); duas ou três decisões de projeto com croqui ou diagrama; o resultado em fotos; e a ficha técnica. Quem lê entende o que comprou o cliente anterior e imagina o próprio caso.

Fotos de arquitetura pesam, e isso custa visita. O Google recomenda que o maior elemento visível da página carregue em 2,5 segundos ou menos no percentil 75, e imagens e vídeos contam como esse elemento. Como medir e corrigir está em Core Web Vitals em 2026.

Para reunir referências antes de desenhar o próprio site, vale montar um acervo de sites de estúdios que você admira; o roteiro está em biblioteca de referências de design.

Quando o 3D vale a pena num site de arquitetura?

Quando o projeto ainda não existe ou quando o espaço só se entende em movimento. Um modelo em WebGL que gira com a rolagem, ou um percurso em que o texto acompanha a câmera, mostra volume e luz que a foto achata. É a mesma lógica da narrativa por scroll.

Na Brave Cross, 3D Experiences é feito com three.js e React Three Fiber, narrativa por scroll com GSAP e Lenis e modelos do Blender exportados em GLB com Draco, com meta de 60 fps. Para um escritório, um bom ponto de partida é um projeto-assinatura em 3D e o resto do portfólio em fotos rápidas. O que entra na conta está em quanto custa um site 3D e o panorama em site 3D: o guia completo. Quem atende incorporadoras encontra o lado da obra em site para construtora.

01

Encontro

A pessoa chega por indicação, Google ou Instagram e cai numa página de projeto parecido com o dela

02

Prova

A página mostra problema, decisões, processo e ficha técnica com registro no CAU

03

Medo do preço

Uma página de contratação explica etapas, o que cada uma entrega e quanto o projeto representa no valor da obra

04

Pré-briefing

Um formulário curto pergunta tipo de obra, cidade, metragem e prazo

05

WhatsApp

O botão abre a conversa com essas respostas já escritas

06

Reunião

O arquiteto chega à primeira conversa sabendo o que o cliente quer

Perguntas frequentes

O que um site de arquiteto precisa ter por lei?

O art. 14 da Lei 12.378/2010 exige, em peças publicitárias e em qualquer comunicação dirigida ao público, o nome do autor ou da sociedade, o número do registro no CAU e a atividade a ser desenvolvida. Deixar de informar esses dados é infração disciplinar pelo art. 18, VIII. No site, o lugar natural é o rodapé e a ficha de cada projeto.

Posso mostrar render de projeto que não foi construído?

Pode, desde que fique claro que é render ou projeto não executado. A Resolução CAU/BR 52/2013 pede veracidade ao divulgar o trabalho (regra 3.2.8) e veda assumir autoria de trabalho não realizado (3.2.9). Rotular cada imagem como render, projeto ou obra construída resolve e ainda ajuda o cliente a entender as etapas.

Preciso dar crédito a coautores no portfólio?

Sim. A regra 5.2.12 do Código de Ética e Disciplina do CAU manda reconhecer e registrar as situações de coautoria e outras participações em cada projeto, obra ou serviço. Uma ficha técnica com autores, coautores e equipe, em cada página de projeto, cumpre a regra e transmite organização a quem está avaliando o escritório.

Instagram não basta para um arquiteto?

O Instagram mostra imagens; o site explica o projeto e é encontrado no Google por quem pesquisa o serviço. Na pesquisa CAU/BR e Datafolha de 2015, a indicação era o principal caminho até o arquiteto, e quem recebe uma indicação costuma procurar o nome antes de ligar. O site é onde essa busca termina com um contato.

Quanto custa um site para escritório de arquitetura?

Depende do número de projetos, de haver 3D e da produção de texto. Os projetos de site da Brave Cross ficam entre R$ 4 mil e R$ 20 mil; acima disso, sob consulta. Um projeto-assinatura em 3D aumenta o escopo, e a conta detalhada está no artigo sobre quanto custa um site 3D.

Leve o raciocínio do projeto para o site

O site que vende projeto faz o que o arquiteto faz na primeira reunião: escuta o problema, mostra como pensa e explica o caminho. A foto bonita entra como prova, não como argumento único. Por que essa primeira impressão é construída, e não sorte, está em Percepção não nasce.

Se o seu portfólio hoje é uma galeria, nós desenhamos a página de projeto, a ficha técnica e o caminho até a conversa, com 3D onde ele explica mais que a foto. Conte sobre o seu escritório em uma conversa com a Brave Cross.

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O que não cabe numa nota cabe numa conversa.

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