Brave
Cross

O intervaloentre ver e entender

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Um link morto é uma promessa quebrada.

Navegação que aponta para o que não existe ensina o visitante a não acreditar no resto.

Uma âncora que não leva a lugar nenhum parece detalhe. Não é. É a primeira vez em que o site mente, e mente no gesto mais simples que oferece: o clique.

A versão anterior desta casa listava cinco destinos em inglês na primeira dobra. Nenhum existia. Seis links mortos — incluindo o botão mais importante da página. A correção não foi trocar o idioma. Foi recusar escrever o que o documento não contém.

A mesma classe de mentira

A mesma disciplina vale para o índice do trabalho, para o rodapé, para este caderno. Um “ver mais” sem página atrás, um serviço nomeado que não se entrega, um cliente que não existiu: são a mesma classe de mentira, em gramáticas diferentes.

  • A nav só lista destinos que o documento contém.
  • Uma rota interna prefixa as âncoras da home — sem isso, cada uma morre.
  • Um card clicável só existe quando a página do outro lado existe.
  • Silêncio é inteiro. Preenchimento, não.

Quem clica precisa chegar.

Silêncio é inteiro

Se ainda não há o que mostrar, o site fala do que é verdade — ou fica em silêncio. É a regra que saneou a nav, que impediu o portfólio de inventar cliente, e que fez este caderno nascer com páginas atrás de cada linha, não com a promessa de um “em breve”.

O que não cabe numa nota cabe numa conversa.