Um site para restaurante serve para o cliente que já conhece o lugar pedir de novo sem comissão: cardápio próprio, botão de pedido no WhatsApp e atendimento registrado. O aplicativo continua trazendo cliente novo. O canal próprio guarda quem volta.
Quanto o iFood cobra de um restaurante em 2026?
Pelo portal oficial de parceiros, em outubro de 2026, são dois planos. No Básico, o restaurante faz a entrega e paga 12% de comissão. No Entrega, o iFood leva o pedido e a comissão sobe para 23%. Nos dois, pedidos pagos pelo app têm taxa de 3,2%, e há mensalidade de R$ 110 ou R$ 150 para quem fatura acima de R$ 1.800 por mês.
O peso do app no setor é grande. Ao convocar audiência pública na Câmara dos Deputados, o deputado Aureo Ribeiro citou dado da Abrasel segundo o qual o iFood tem cerca de 82,2% do delivery no país, e apontou taxas de 12% a 27% por pedido (Agência Câmara, abril de 2025). Em setembro de 2025, a Abrasel levou o caso ao Cade e apontou taxa de pagamento de até 3,5%, contra média de 2,28% do Banco Central (Monitor do Mercado, setembro de 2025).
O iFood contesta: na mesma audiência, defendeu que investiu e ampliou o mercado de delivery, e que um restaurante focado no salão consegue fazer as próprias entregas sem grandes investimentos (Fenacon, abril de 2025). As duas coisas são verdade ao mesmo tempo, e é por isso que o caminho não é sair do app.
Por onde os restaurantes já vendem no delivery?
Pelo WhatsApp, mais do que se imagina. Em pesquisa da Abrasel com 2.176 donos de bares e restaurantes, os marketplaces responderam por 54% do faturamento com delivery, o WhatsApp por 26%, o app ou site próprio por 12% e o telefone por 8% (Mercado & Consumo, março de 2025).
26%
do faturamento com delivery já vem do WhatsApp
Abrasel via Mercado & Consumo, mar/2025
63%
dos estabelecimentos com delivery usam o WhatsApp
Abrasel via Mercado & Consumo, mar/2025
39%
investem em aplicativo ou site próprio
Abrasel via Mercado & Consumo, mar/2025
38%
já usam algum nível de automação no atendimento
Abrasel via Mercado & Consumo, mar/2025
O WhatsApp já é o segundo canal. O problema é que, na maioria dos restaurantes, ele roda num celular no balcão, sem cardápio organizado, sem histórico e sem ninguém medindo quantos pedidos se perdem na espera.
Quanto custa a comissão de um cliente que volta?
Faça a conta com o seu número. Exemplo: um restaurante que vende R$ 10 mil por mês pelo app para clientes que já pediram antes, todos pagos online. A tabela usa as taxas oficiais de outubro de 2026.
| Item | iFood Plano Básico | iFood Plano Entrega | Canal próprio (site, WhatsApp e CRM) |
|---|---|---|---|
| Comissão por pedido | 12% | 23% | Nenhuma |
| Pagamento online | 3,2% | 3,2% | Taxa do seu meio de pagamento (varia por contrato) |
| Mensalidade | R$ 110 (acima de R$ 1.800/mês) | R$ 150 (acima de R$ 1.800/mês) | Ferramentas: CRM a partir de R$ 197/mês |
| Custo sobre R$ 10 mil de pedidos | R$ 1.520 em taxas | R$ 2.620 em taxas | R$ 197 mais a taxa de pagamento |
| Quem entrega | O restaurante | O iFood | O restaurante |
| Quem fica com o contato do cliente | A plataforma | A plataforma | O restaurante |
Fonte: portal de parceiros do iFood e Brave Cross CRM, consultados em outubro de 2026; cálculo da Brave Cross. A mensalidade do app não entra na linha de custo porque continua sendo paga.
No Plano Básico, a comparação é direta, porque o restaurante já entrega. No Plano Entrega, o canal próprio exige entregador, e esse custo precisa entrar na conta. Mesmo assim, R$ 10 mil por mês em pedidos de quem volta representam R$ 18.240 em taxas por ano no Básico e R$ 31.440 no Entrega.
O que o site de um restaurante precisa ter?
Menos do que parece, e tudo funcionando no celular. O cliente abre o site com fome e decide em segundos.
- Cardápio em texto, não em PDF nem em foto: carrega rápido e o Google lê.
- Preço, horário e área de entrega visíveis na primeira tela.
- Botão de pedido no WhatsApp com mensagem já escrita (nome do prato, endereço, forma de pagamento).
- Fotos reais dos pratos mais pedidos.
- Perfil da Empresa no Google completo, com link para o site. O Google explica que o ranking local considera relevância, distância e destaque, e avaliações contam.
- Atendimento registrado, para saber quem pediu, o quê e quando, e chamar de volta.
O último item separa canal próprio de um número de celular. Sem registro, o restaurante não sabe quem são os clientes que voltam, e é justamente esse cliente que paga a conta do canal. O passo a passo do perfil está em Perfil da Empresa no Google em Montes Claros; o método vale para qualquer cidade.
Como fica o funil do cliente que volta?
O app faz a descoberta. O canal próprio faz a recompra. O funil liga as duas pontas.
Descoberta
o cliente novo chega pelo app, pelo Google ou pelo Instagram
Primeiro pedido
experiência boa, embalagem caprichada, entrega no prazo
Convite ao canal próprio
Instagram, Google e balcão apontam para o site e o WhatsApp
Pedido no WhatsApp
o botão do site abre a conversa com o pedido já escrito
Resposta imediata
primeiro atendimento automático confirma cardápio, prazo e pagamento
Registro no CRM
o cliente entra no histórico com o que pediu e quando
Recompra
mensagem no dia e horário em que ele costuma pedir
A resposta rápida pesa. Quem pede comida não espera. Os dados sobre demora e perda de pedido estão em a Regra dos 5 Minutos, e o modelo de etapas com automação em funil de vendas no WhatsApp. Como escrevemos em o intervalo é o produto, o tempo entre a mensagem e a resposta já é parte do que o cliente compra.
Perguntas frequentes
Quanto o iFood cobra de comissão em 2026?
Segundo o portal oficial de parceiros do iFood, consultado em outubro de 2026, a comissão é de 12% no Plano Básico, em que o restaurante entrega, e de 23% no Plano Entrega, em que a plataforma entrega. Pedidos pagos pelo app têm taxa de 3,2%, e há mensalidade de R$ 110 ou R$ 150 para quem fatura acima de R$ 1.800 por mês.
Vale a pena sair do iFood?
Para a maioria dos restaurantes, não. O app concentra a descoberta: a Abrasel, citada na Câmara dos Deputados em abril de 2025, estimou o iFood em cerca de 82,2% do delivery. O que vale é não pagar comissão no pedido de quem já é cliente, levando a recompra para o site e o WhatsApp do restaurante.
Como fazer um cardápio digital com pedido no WhatsApp?
Publique o cardápio em texto num site rápido, com preço e horário, e coloque em cada prato um botão que abre o WhatsApp com a mensagem já escrita. Ligue o número a uma ferramenta que registre o atendimento e responda na hora, para nenhum pedido ficar esperando no celular do balcão.
Restaurante pequeno precisa de site?
Precisa de um endereço próprio para o cliente que volta. Na pesquisa da Abrasel divulgada em março de 2025, 39% dos estabelecimentos investiam em app ou site próprio e o WhatsApp já respondia por 26% do faturamento com delivery. Um site simples, com cardápio e botão de pedido, organiza esse canal.
Quanto custa ter um canal próprio de pedidos?
O custo tem três partes: o site, a ferramenta de atendimento e a taxa do meio de pagamento. O Brave Cross CRM começa em R$ 197 por mês, segundo a página do produto em outubro de 2026. O site varia com o escopo; as faixas estão no artigo sobre quanto custa um site profissional.
Como começar o canal próprio do seu restaurante?
Comece pelo número: quanto do seu faturamento no app vem de quem já pediu antes, e quanto isso custa em comissão por ano. Esse é o tamanho do canal próprio. O site, o cardápio e o WhatsApp vêm depois, e as faixas de investimento estão em quanto custa um site profissional. Para vender por loja própria, veja também quanto custa uma loja virtual.
O ponto que mais falha é o atendimento: mensagem que espera, pedido que ninguém registra, cliente que nunca é chamado de volta. O guia completo está em CRM com WhatsApp para pequenas empresas. Para organizar os pedidos com primeiro atendimento automático e histórico de cada cliente, conheça o Brave Cross CRM.

