Em 2025, 53% das empresas brasileiras com mais de dez pessoas ocupadas tinham site, quase o mesmo de 2019. Enquanto isso, o WhatsApp virou o principal canal de venda. A empresa brasileira trocou o endereço próprio pelo balcão alugado, e essa troca tem custo.
O que a TIC Empresas 2025 mediu?
A TIC Empresas é a pesquisa do Cetic.br, ligado ao NIC.br, sobre o uso de tecnologia nas empresas. A edição de 2025 entrevistou 4.174 empresas por telefone entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, segundo o resumo executivo de agosto de 2026.
Um detalhe muda a leitura: a pesquisa cobre só empresas com mais de dez pessoas ocupadas. MEIs e microempresas ficam de fora. Ou seja, o número real de negócios sem site no país é maior do que a manchete sugere, porque os menores são justamente os que menos investem em presença própria.
Há também uma divergência que vale registrar. O resumo executivo diz 53% em 2025. A apresentação de lançamento da pesquisa, de 2026, mostra 56% no gráfico do indicador B8. Ficamos com o resumo, que é o documento consolidado. Qualquer que seja o número, a conclusão é a mesma: cerca de metade, parada há seis anos.
Se não é o site, para onde foi a presença digital?
Foi para o aplicativo de mensagem e para a rede social. O próprio Cetic descreve a tendência: as empresas, sobretudo as pequenas, concentram a presença em um único canal, em geral a rede social, e interagem menos por site.
53%
empresas com site em 2025 (54% em 2019)
Cetic.br, TIC Empresas 2025, ago/2026
79%
empresas com perfil em WhatsApp ou Telegram (74% em 2024)
Cetic.br, TIC Empresas 2025, ago/2026
90%
empresas com perfil em alguma rede social
Cetic.br, tabela B13A, 2026
68%
empresas que venderam pela internet em 2025
Cetic.br, TIC Empresas 2025, ago/2026
41%
empresas que pagaram por anúncio na internet
Cetic.br, tabela B17B, 2026
Os três últimos números vêm das tabelas de proporção da TIC Empresas 2025, publicadas pelo Cetic.br em 2026. Repare na combinação: quatro em cada dez empresas pagam anúncio, mas quase metade não tem um site para onde mandar esse clique. O anúncio aponta para o perfil ou para a conversa.
Quem vende pela internet usa o quê?
Entre as empresas que venderam pela internet em 2025, 79% usaram WhatsApp ou mensagens equivalentes e só 32% usaram o próprio site. A diferença por porte é o dado mais revelador da pesquisa.
| Porte (pessoas ocupadas) | Vendeu pelo próprio site | Vendeu por WhatsApp ou mensagem | Vendeu por rede social |
|---|---|---|---|
| Total | 32% | 79% | 40% |
| 10 a 49 | 30% | 81% | 42% |
| 50 a 249 | 49% | 74% | 28% |
| 250 ou mais | 53% | 54% | 26% |
Fonte: Cetic.br, TIC Empresas 2025, tabela E2C, base: empresas que venderam pela internet nos últimos 12 meses, publicada em 2026. Percentuais arredondados.
Quanto maior a empresa, mais o site pesa e menos o WhatsApp domina. Entre as grandes, os dois canais empatam. Entre as pequenas, o aplicativo ganha de quase três para um. A leitura natural é que crescer passa a exigir um canal que funcione sem alguém digitando do outro lado.
O que a empresa perde quando o WhatsApp ocupa o lugar do site?
O WhatsApp é ótimo para fechar. É fraco para ser encontrado. A TIC Domicílios 2025, publicada pelo Cetic.br em maio de 2026, mostra que 57% dos 157 milhões de usuários de internet do país buscaram informações sobre produtos e serviços nos três meses anteriores à pesquisa, e 52% compraram online. Essa busca acontece antes da conversa. Quem não tem página não aparece nela.
A nossa leitura é que a troca custa quatro coisas:
- Ser encontrado. Uma conversa não aparece no Google nem é citada por uma IA. Um site com páginas de serviço aparece. Explicamos o lado técnico em site preparado para IA.
- Propriedade. Perfil e número pertencem a uma plataforma, com regras que mudam sem aviso. Domínio e site pertencem à empresa.
- Prova. O comprador de ticket alto confere CNPJ, portfólio e endereço antes de chamar. Sem site, essa checagem acontece no perfil do concorrente.
- Medição. Sem página, não há como saber qual anúncio trouxe qual contato. Mostramos como montar isso em como medir o resultado de um site.
O mercado não está parado esperando. A Radiografia do Comércio Eletrônico da FecomercioSP, de julho de 2026, registra R$ 295,6 bilhões em vendas online em 2025, alta de 20% sobre o ano anterior, com Minas Gerais em segundo lugar, com 12,9% do faturamento. Os números da região de Montes Claros estão em economia digital de Montes Claros.
O WhatsApp é o balcão. O site é o endereço. Uma empresa só com balcão depende de quem já sabe onde ela fica.
O que fazer com esse dado?
Não se trata de largar o WhatsApp. Os números mostram que é ali que a venda acontece. Trata-se de pôr na frente dele uma página que a empresa controla e que leva a conversa até ele.
Confira sua presença
Busque o nome da empresa e o serviço principal no Google e veja o que aparece antes do seu perfil.
Publique o mínimo próprio
Tenha uma página rápida no celular com oferta, prova, CNPJ e botão para o WhatsApp com mensagem pronta.
Organize as conversas
Registre origem e próximo passo de cada contato, porque o aplicativo sozinho não guarda funil.
Meça o caminho
Conte cliques no botão e contatos por canal antes de aumentar a verba de anúncio.
Se a dúvida é por onde começar, comparamos os formatos em site institucional ou landing page. Se o gargalo já está nas conversas, o diagnóstico está em WhatsApp Business tem CRM?. E a conta mensal de manter uma página no ar está em quanto custa manter um site.
Perguntas frequentes
Quantas empresas têm site no Brasil?
Segundo a TIC Empresas 2025 do Cetic.br, publicada em agosto de 2026, 53% das empresas brasileiras com mais de dez pessoas ocupadas tinham site em 2025, contra 54% em 2019. A apresentação de lançamento mostra 56% no gráfico; o resumo executivo, documento consolidado, diz 53%. MEIs e microempresas não entram na pesquisa, então a proporção real tende a ser menor.
Por que tantas empresas não têm site?
A pesquisa não pergunta o motivo, mas mostra para onde foi a presença: 79% das empresas tinham perfil em WhatsApp ou Telegram e 90% em alguma rede social em 2025, segundo o Cetic.br. O próprio Cetic descreve a tendência das pequenas empresas de concentrar a comunicação em um só canal, geralmente a rede social.
Empresa pequena precisa de site se já vende pelo WhatsApp?
Precisa, se quiser ser encontrada por quem ainda não a conhece. O WhatsApp fecha a venda de quem já chegou. Pela TIC Domicílios 2025, 57% dos usuários de internet buscaram informações sobre produtos e serviços em três meses. Uma página simples, rápida no celular e com botão para o WhatsApp atende essa busca sem trocar o canal de venda.
Quantas empresas vendem pelo próprio site?
Entre as empresas que venderam pela internet em 2025, 32% usaram o próprio site e 79% usaram WhatsApp ou mensagens, segundo a tabela E2C da TIC Empresas 2025. Nas empresas de 10 a 49 pessoas, o site cai para 30%. Nas de 250 ou mais, sobe para 53%, empatado com o WhatsApp.
A TIC Empresas inclui MEI?
Não. A TIC Empresas 2025 cobre empresas com mais de dez pessoas ocupadas e entrevistou 4.174 delas entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, segundo o resumo executivo do Cetic.br. Por isso, os números não descrevem MEIs e microempresas. Como a presença em site cai à medida que o porte diminui, a proporção entre os menores negócios tende a ser mais baixa.
Saia da metade que depende do aplicativo
O dado da TIC Empresas não é sobre tecnologia. É sobre dependência. Metade das empresas brasileiras vende por um canal que não controla, não aparece na busca e não guarda histórico. Corrigir isso não exige abandonar o WhatsApp: exige uma página própria na frente dele. Como escrevemos em percepção não nasce, a impressão que o cliente forma antes de chamar é projetada, ou fica por conta do acaso.
A Brave Cross tem mais de 7 anos e mais de 200 projetos, os projetos de site ficam na faixa de R$ 4 mil a R$ 20 mil, e o serviço está descrito em /solucoes. Se quiser sair da metade sem site com uma página que leva ao seu WhatsApp, conte o seu caso pela página de contato.